Se o primeiro bolo lucra mais, por que parar nele é erro?
Uma confeiteira vende bolo a R$ 18. O primeiro bolo do dia é o que mais dá lucro, e mesmo assim parar nele deixa dinheiro na mesa. A regra que decide "quanto" é comparar benefício e custo da próxima unidade.
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Decisões do tipo "quanto" se tomam na margem: compara-se o que a próxima unidade traz com o que ela custa. Enquanto o benefício marginal for maior ou igual ao custo marginal, vale fazer mais uma. A confeiteira para no terceiro bolo, que é onde o ganho total é máximo, mesmo que o primeiro tenha a maior sobra.
Dois tipos de decisão
Há decisões do tipo "ou isso ou aquilo": fazer faculdade ou trabalhar. E há decisões do tipo "quanto": quantas horas estudar, quantos bolos assar.
O custo de mais um bolo
Na confeitaria do exemplo, ele cresce. O primeiro bolo custa R$ 10 de ingrediente e gás. Depois o forno fica disputado e ela cansa, então cada bolo a mais custa R$ 12, R$ 15, R$ 19, R$ 24.
Bolo a bolo
Ela para no terceiro. A regra é: faça mais uma unidade enquanto o benefício marginal for maior ou igual ao custo marginal. O ponto ótimo é onde os dois se encontram.
O ganho total
O ganho total é a soma das sobras.
A armadilha
O primeiro bolo tem a maior sobra, R$ 8. Quem procura a maior diferença para no primeiro e deixa R$ 9 na mesa (17 − 8). O que se maximiza é o ganho total, não a diferença de uma unidade.
Essa armadilha aparece fora da prova também: abrir uma filial a menos, contratar um funcionário a menos ou estudar uma hora a menos porque "a primeira já rendeu tanto". A pergunta certa é sempre se a próxima unidade ainda se paga.
Fechando a conta
Fontes
- KRUGMAN, P.; WELLS, R. Introdução à Economia. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2007. Cap. 1 e 7.